Prefeita de Bom Lugar teve caminhada interrompida a tiros por policiais. Denúncias de espancamentos, intimidações e abuso de poder se multiplicam pelo interior,

Há poucos dias das eleições estão eclodindo denúncias sobre o uso político da Polícia Militar no interior do estado. São denúncias de espancamento, intimidação, transferências de policiais praticadas com o intuito de influenciar o resultado das eleições. Os casos acontecem dois anos após o escândalo em que ofícios que pediam a espionagem e intimidação de candidatos e eleitores no interior do estado.

Até agora o caso mais escandaloso aconteceu em Bom Lugar. Uma caminhada da prefeita Luciene Costa (PSDB) foi interrompida a tiros e spray de pimenta por policiais militares. Vídeo divulgado pela prefeita mostra o desespero de crianças e mulheres correndo do que, segundo ela, foi uma ação truculenta da polícia.  

Em Peritoró gravações vazadas em redes sociais de suposta comunicação entre policiais mostram que a Polícia Militar do Estado do Maranhão também está sendo utilizada para intimidar eleitores do Dr Rafael Oliveira (PSC). Nas gravações é possível ouvir uma pessoa, aparentemente um policial, afirmando que a Polícia Militar irá revistar apenas partidários de Rafael Oliveira.

Em Dom Pedro correligionários do candidato a prefeito Leonardo Paz (PSL) denunciam da apreensão veículos ligados em blitz intimidatórias. O secretário de segurança, Jefferson Portela (PCdoB), esteve na cidade em um ato de campanha e anunciou medidas governamentais de “segurança” em cima de um palanque. “Como é que um secretário diz que vai mandar prender quem está roubando em um comício de um dos candidatos?”, disse um dos membros da coligação de Leonardo Paz.

A participação de Portela no comício foi encarada como ato de abuso de autoridade e o secretário foi denunciado à Polícia Federal.

Policiais militares procuraram o blog e enviaram documentos de que, também a mando de Portela, são promovidas transferências de policiais de suas cidades de origem. A prática é tão escancarada que o secretário anunciou as transferências e a centralização das decisões sob a desculpa de “garantir a ordem”.

“Ele está tirando policiais que conhecem as cidades e escalando agentes que sejam alinhados ao que ele quer que seja feito, que é intimidar e perseguir. E ainda faz vídeo e sobe em palanque para deixar isso claro”, disse um policiais.