Postura de ALGUNS pastores durante período eleitoral, que param de fazer religião para mergulhar de cabeça em campanhas, reacende discussões sobre tentativa de manipulação de evangélicos.

As eleições de São Luís reativaram uma discussão que vem ganhando força no Maranhão nos últimos anos: o eleitorado evangélico é manipulável? Igrejas transformaram-se em currais eleitorais?

Antes de continuar, é preciso dizer algumas coisas. Defender a palavra de Deus e aceitar tudo o que um pastor diz não é a mesma coisa. A figura do pastor é mundana, ele não é uma divindade. E, dessa forma, é tão suscetível às tentações que todos estamos. E, alguns deles, caem em tentações como nós também caímos. Pastores não são perfeitos e nem infalíveis.

Já o fiel, o evangélico que acorda cedo, cumpre suas obrigações sociais e com Deus é digno e o mais próximo que alguém pode chegar de Deus. Só que nem mesmo o mais fiel à palavra de Deus é imune a mentira e enganação. A fé garante o Reino dos Céus e o amor de Deus, mas não nos torna imunes às enganações da vida mundana. Então, você evangélico que lê esse texto agora, faça uma reflexão sobre as coisas que irá ler. Não sobre os sentimentos que sentiu ao ver o título. Os alvos dessas críticas são aqueles que se aproveitam da sua fé, não você! Você pode ser uma vítima.

Voltando…   

Como o período eleitoral impera o reino da mentira, é claro que nenhum grupo estará a salvo. Entre os grupos que despontam como os alvos preferenciais, estão os evangélicos. E isso pode ser constatado pela forma que alguns pastores costumam tratar “seus rebanhos” e como “lucram” com isso.

Quem acompanha a política sabe das estruturas que são formadas dentro de templos para conseguir votos em período eleitoral. É simplesmente impressionante que algo tão mundano, como uma eleição, seja o estopim para tanta correria e esforço.

A bem da verdade, nas últimas décadas ALGUNS pastores evangélicos do Maranhão se transformaram em “operários eleitorais”. Parece que de dois em dois anos se tem uma “pausa na religião” para fazer política. E uma observação básica demonstra que todo esse trabalho não é feito para defender candidato que alinhados aos interesses dos fiéis. Não se trata de apoiar candidatos que protejam valores como família, honra e o cristianismo.

A relação de pastores com o atual governo do estado, que criou a figura nefasta do “capelão”, deixa escancarada essa relação. Dezenas de empregos criados para serem ocupados por indicação de “pastores” em troca de apoio político dentro dos templos.  Recursos que poderiam ser usadas para a segurança pública são usados para comprar “pastores” que defendem o comunismo no estado com unhas e dentes.

A certeza da incapacidade dos evangélicos é tamanha que um candidato a prefeito de São Luís que alugou os “serviços dos pastores” costuma dizer em reuniões que é da base do presidente Jair Bolsonaro. Contudo, não teve pudor nenhum em humilhar o presidente em um vídeo divulgado dias atrás. Ele sabe que alguns “pastores” irão dizer que foi tudo besteira e bobagem…

Ninguém discorda das operações de guerra formadas por pastores nas eleições. Ninguém discorda que não há critério nas escolhas dos candidatos. Ninguém discorda da relação entre pastores com a classe política. Ninguém discorda que pastores indicam os “seus” para centenas de cargos públicos nos governos daqueles que ajudam a eleger.

Só há uma questão que permite a discussão: até quando o eleitorado evangélico vai permitir essa farra?