Disputa que só existia dentro da mente doentia do governador acabou com vitória retumbante do presidente.

A mente doentia do governador Flávio Dino (PCdoB) criou uma fantasia mórbida: a eleição em São Luís era uma disputa entre ele e o presidente Jair Bolsonaro. Mesmo que toda a história de Eduardo Braide deixe claro que ele não é bolsonarista, mesmo que não seja possível encontrar uma única foto ou declaração de amizade/aliança entre os dois, Flávio Dino passou todo o segundo turno acusando Braide de ser um enviado de Bolsonaro.

Dessa forma, dentro da cabeçorra sustentada pelo pescoço gorduroso do governador, a dor deve ser quase que inexplicável por ter sido surrado em seu quintal.

Nos próximos dois anos, todas as vezes que olhar para o lado, que vislumbrar o Palácio de La Ravardiéri, Flávio Dino irá lembrar que foi derrotado por Bolsonaro. E não apenas uma simples derrota, mas uma surra.

Bolsonaro não precisou lançar candidato, não precisou fazer campanha, não gravou vídeo, não mandou ministros para a rua, não ameaçou aliados de retaliação e não usou o emprego de nenhum funcionário federal como moeda de troca do voto. Santo Deus, provavelmente nem importância para a existência de Eduardo Braide até o dia da vitória Bolsonaro precisou.

Como não caracterizar uma vitória que não precisou de uma única atitude como não sendo uma surra? O desarranjo mental do governador, que antes era controlado por um projeto pessoal de poder, está à solta. E a primeira vítima foi o próprio governador: foi surrado em uma disputa que só existia dentro da sua mente delirante.