Em 2020 unidades do Grupo Mateus tiveram princípio de incêndio, denúncias por aglomerações durante a pandemia e desabamento de estrutura na noite desta sexta (2). Até agora autoridades silenciaram sobre providências para identificar culpados.

O desastre acontecido na noite desta sexta (2) na unidade do Supermercado Mateus no bairro Vinhais, em São Luís, levantou o debate sobre as seguranças nas instalações da empresa. Apesar do histórico de tragédias, autoridades pedem “solidariedade” ao supermercado. O desabamento de prateleiras, que resultou em vários feridos e uma morte, foi mais um entre vários acidentes envolvendo o grupo.

Em outubro de 2014 dois operários morreram em obras do supermercado Mateus no João Paulo. A obra causa, até hoje, alagamentos e prejuízos para a população que mora no entorno do supermercado. Em dezembro de 2019 um homem morreu durante construção de unidade do Mix Mateus em Paraupebas. Em janeiro de 2020 um incêndio na unidade do Renascença, em São Luís, levou pânico.

Durante a pandemia, em junho deste ano, o Grupo Mateus foi multado após grande mobilização popular por promover colocar a vida de seus clientes em risco. A falta de demarcação de filas e o descontrole na entrada de pessoas em lojas da rede geraram revolta em todo o Maranhão.

INSEGURANÇA TOTAL: Clientes continuavam transitando nas instalações minutos após tombamento. Na foto uma criança pequena pode ser observada no local.

Passadas horas após mais uma tragédia envolvendo o Supermercado Mateus, o grupo foi agraciado com campanhas de solidariedade, principalmente de políticos. O governador Flávio Dino (PCdoB), que já fora acusado de manobras fiscais para prejudicar a concorrência do Mateus, usou suas redes sociais de maneira efusiva. O comunista não falou, até agora, de responsabilização dos culpados ou providências enérgicas.

Vídeo que circula na internet revela que o comprometimento da estrutura que resultou na tragédia do Vinhais foi identificado antes do desabamento. Apesar disso, o funcionamento da loja prosseguiu normalmente enquanto funcionários tentavam retirar produtos para impedir, sem êxito, o tombamento que resultou na morte de uma pessoa.

O trânsito de máquinas pesadas durante o funcionamento dos supermercados foi alvo de críticas nas redes sociais. Clientes reclamaram do fato de que a reposição de estoque nas lojas do atacarejo é feito de forma a colocar em risco os clientes. Até o fechamento deste texto e após a confirmação da morte, nenhuma autoridade no estado manifestou-se no sentindo da tomada de providências para apurar a responsabilidade por mais esse acidente envolvendo o Grupo Mateus.