Facções promovem extermínio de população negra no mês de setembro na capital do estado com a conivência de autoridades estaduais e entidades defensoras dos Direitos Humanos

Desde o dia 19 de setembro uma série de assassinatos aterroriza a população de São Luís. O estopim da crise, ao que tudo indica, foi o assassinato de um motorista de ônibus na capital. O caso desencadeou uma guerra entre facções criminosas que resultou na morte de vários homens negros.

Até agora nem a Secretaria de Segurança, ou alguma entidade de defesa dos direitos humanos, se manifestou em relação ao caso.

Se apenas uma dessas vítimas tivesse sido morta por policial, o alvoroço seria previsível. No entanto, a ação de traficantes contra negros parece ter a anuência desses setores.

Aliás, tornou-se comum em São Luís a divulgação nas redes sociais em que mulheres, idosos, homens e até mesmo crianças, na maioria das vezes negros, são torturados e/ou assassinados por traficantes. Em algumas situações eles riem e debocham das vítimas.

A impressão que fica é a de que traficante pode ser racista, machista e assassinar negros quando bem entender sem que tais crimes sejam caracterizados.