Sob falso discurso de “união” em 2020, governador quer diminuir número de candidatos para poder ter mais holofotes em 2022.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) pediu a unidade da esquerda nas eleições municipais deste ano como forma de pavimentar a criação de uma frente em 2022.

Acontece que no Maranhão, estado governado por Dino, ele simplesmente abriu mão de qualquer tentativa de “unificar” seja lá o que for. Apenas na capital maranhense o grupo do governador conta com OITO CANDIDATOS. A estratégia é incentivada pelo próprio Flávio Dino para forçar o 2º turno.

A conversa fiada de Flávio Dino aconteceu durante o lançamento do Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil, pelo PT.

“Penso que nós devemos desde logo abrir debates sobre pactos progressistas para que não fiquemos apenas na última hora debatendo nas 96 cidades brasileiras (onde há segundo turno)”.

O cinismo de Flávio Dino tem como principal aliado desprezo que a imprensa nacional dá ao seu governo. Em muito por responsabilidade, dizem, do jornalista Ricardo Noblat que blinda o comunista e garante a ele a possiblidade de atingir níveis estratosféricos de “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

O estratégia do comunista consiste em assegurar um número mínimo de candidatos para assegurar mais destaque em caso de candidatura do próprio. A estratégia foi usada no Maranhão em 2010, quando Dino abriu mão da reeleição fácil de deputado federal pela derrota certa na disputa contra Roseana Sarney. A meta, que foi cumprida, era assegurar o posto de antagonista do sarneísmo.

Em 2020 Dino pretende aumentar os holofotes para si mesmo nas eleições às custas da fábula de “união da esquerda”.