Redes sociais foram usadas no 7 de setembro para defender ditador responsável pelo morte de 20 milhões de pessoas

O dia 7 de setembro foi marcado pela defesa de um dos maiores genocidas da história da humanidade por militantes e simpatizantes da esquerda brasileira. Apontado como responsável direto pela morte de 20 milhões de pessoas e outras dezenas de crimes contra a humanidade, Joseph Stálin foi defendido e enaltecido nas redes sociais.

A discussão ganhou corpo após um professor de história publicar dois textos no Twitter em que afirmara que “liberais são assassinos” ao mesmo tempo em que defendia o stalinismo (uma das vertentes políticas mais sangrentas da história da humanidade).

Após essa publicação, uma série de militantes de esquerda começaram a defender o ponto de vista e saíram em defesa do homem acusado de criar os piores campos de concentração do mundo e de mandar assassinar até mesmo um dos líderes da Revolução Russa que o levou ao poder, Leon Trótski.  

Segundo seus entusiastas, na maioria jovens, a figura de Stálin sofreu uma espécie de “falsificação histórica” e é “manipulada pela direita”. Por isso a defesa de sua figura.

O enaltecimento de Stálin contrasta com as críticas ferozes realizadas contra a Ditadura Brasileira e revela certa ignorância em relação à história do próprio país e do mundo.

Se Stálin é apontado por historiadores como responsável pela morte de mais de 20 milhões de pessoas em cerca de 20 anos de governo, a própria esquerda brasileira afirma que o número de mortos e desaparecidos no Brasil durante o período que durou de 1964 até 1985 no país foi de menos de 500 pessoas.

Em um de seus piores crimes, o novo queridinho da juventude esquerdista nacional foi responsável pela morte de, pelo menos, 5 milhões de ucranianos de fome na década de 1930 após Stálin ordenar o confisco de todos os alimentos do país.

A Stálin também é atribuída a liberação do estupro de mulheres alemãs em Berlim após o fim da 2ª Guerra Mundial, a criação dos mais cruéis campos de trabalho forçado da Europa, chamados de Gulgas, o sequestro e desaparecimento de 600 mil membros do Partido e do Exército Vermelho considerados opositores e o assassinato de 20 mil soldados poloneses desarmados mantidos prisioneiros durante a Segunda Guerra. Este último, aliás, foi reconhecido pela próprio do governo russo em 2010.

Até 13h do dia 7 de setembro o genocida russo já havia sido citado mais de 25 mil vezes e ocupava os primeiros lugares entre os assuntos mais comentados do Twitter. Eis a esquerda brasileira: faz oposição e acusa Jair Bolsonaro assassinar milhões de pessoas ao mesmo tempo em que defende e enaltece Joseph Stalin.