Enquanto STF proíbe operações policiais em comunidades do Rio, traficantes seguem exterminando mulheres e negros no estado

Enquanto a Polícia é proibida de realizar operações em comunidades no Rio de Janeiro, traficantes seguem assassinando indiscriminadamente sem que absolutamente nenhuma medida seja tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Na última quarta (26) um conflito entre facções rivais no morro de São Carlos, bairro da zona norte do Rio, resultou na morte de mulher usou o próprio corpo como escudo de proteção do filho de três anos. Ana Cristina da Silva tinha 25 anos.

Exatamente um mês antes de Ana Cristina da Silva ser morta ao proteger o filho, o jovem negro Caio de Jesus Barbosa, de 24 anos, morador de periferia, também foi morto no meio da guerra entre traficantes.

Ana e Caio não devem entrar para as estatísticas de mulheres e negros assassinados pelo tráfico. Afinal de contas, apesar de toda a sociedade brasileira ter conhecimento dessa barbárie, não existem estatísticas de quantas pessoas são assassinadas, estupradas, mutiladas, espancadas e torturadas por traficantes.  

Apesar de interferir na atuação policial para proteger a “população” no Rio de Janeiro, os conflitos de facções e invasões de morros não foram proibidas e sequer viraram pauta entre os ministros. Enquanto a polícia é açodada pelo STF, traficantes aumentam suas áreas de atuação, matam mulheres, negros e favelados livremente sem nenhum tipo de súmula ou “decisão” judicial que lhes inflija qualquer embaraço.

Resta saber: até onde uma operação policial poderia ter salvo as vidas de Ana e Caio? Pois, com a mais absoluta certeza, salvos pela “paz do tráfico” eles não foram e nunca seriam.