Eduardo Braide demostra ter “aprendido a lição” de 2016, não cai na chantagem barata de Wellington do Curso e fortalece própria candidatura

O surto de vitimismo do deputado estadual Wellington do Curso (futuro-ex PSDB) poderia até soar como verdadeiro. Isso se não fosse flagrantemente falso. Wellington exigia de Braide que abra mão do fortalecimento da própria campanha para beneficiá-lo. Além disso, mais uma vez Wellington entra em rota de colisão com dirigentes partidários e posa de vítima. Em 10 anos Wellington foi filiado a 5 partidos. Em todos eles entrou em rota de colisão com as executivas e vestiu a carapuça de “pobrezinho injustiçado”.

Como bem lembrado pelo jornalista Diego Emir, em 2016 a líder nas pesquisas Eliziane Gama optou por não ter o apoio do PSB após pedidos do também deputado federal Bira do Pindaré. Segundo Bira, não ser candidato e perder o partido seria um golpe e a deputada tinha que ser solidária a ele. Eliziane declinou de ter o PSB, perdeu a eleição de forma melancólica e o PSB acabou apoiando… Wellington do Curso. Se Eliziane jogou contra si mesma em nome da amizade, Wellington jogou às favas os pedidos de Bira e “matou” a candidatura dele para beneficiar a sua.

Passados quatro anos e muitas voltas no mundo, Welligton agora exige de Eduardo Braide e do PSDB a postura que não teve em relação ao PSB e Bira do Pindaré em 2016: quer que o partido o apoie de qualquer forma e que Braide simplesmente abra mão do apoio.

Pode?

Com a possibilidade de união das oposições no entorno de Braide, Welligton decidiu “bagunçar o coreto” e saiu “atirando para todos os lados”. É óbvio que agora não adianta gritar e que seus xiliques irão apenas beneficiar o grupo que ele diz combater. No caso, o consórcio de adversários de Eduardo Braide montado por Flávio Dino.

Com a decisão definitiva do PSDB, que oficializou apoio a Eduardo Braide nesta sexta (27), o máximo que a ética possibilitaria a Wellington seria o silêncio e o abandono das eleições. Escolheu virar uma espécie de canhão apontado para os aliados de outrora. Quem não se lembra da dobradinha Braide x Wellington em 2018? Quem tem dúvidas sobre quem puxou quem?

Caso siga nessa cruzada intempestiva de ataque aos aliados e subserviência indireta aos adversários, ficarão claras as motivações de Wellington. Que, aliás, estará cavando sua sepultura política. Vai ser o Witzel maranhense.

No mais, só sendo muito imbecil para achar que há futuro político no grupo do governador Flávio Dino.