Enquanto ativista foi até as últimas consequências na defesa do conservadorismo, ex-ministro fugiu como um covarde e se tornou o Jean Wyllys da direita brasileira.

A ativista Sara Winter e o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub são duas faces diferentes da onda conservadora brasileira. Alvos de uma caça às bruxas promovidas pelo sistema contra apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, enquanto uma foi presa em defesa de seus ideias, o outro só tinha coragem de vociferar no Twitter quando protegido pelo cargo. Assim que o perdeu, fugiu feito um covarde. Abraham Weintraub é o nosso Jean Wyllys!

Winter conseguiu despertar a fúria do sistema tendo apenas as redes sociais a seu favor. Já Weintraub, que tinha consigo a toda poderosa caneta do MEC, só caiu em desgraça por conta do vazamento de uma reunião em que chamava membros do Supremo Tribunal Federal de “vagabundos” e de superficialidades em redes sociais.

A prisão arbitrária de Winter por palavrões, ameaças impossíveis e fogos de artifício escancararam a sanha totalitária daqueles que conspiram contra o presidente. Mesmo ciente de que seria presa, Sara todos os dias enfrentava aqueles que tentam aparelhar o STF. Acabou em uma cela, mas venceu a guerra ao desmascarar aqueles que por anos aceitaram toda a patifaria provocada por MST, UNE, CUT e congêneres e agora partem para cima de uma mulher sozinha.

Em mais de um ano à frente do Ministério da Educação, Abraham Weintraub não deixa legado. Sua passagem, tão festejada como uma espécie de declínio da hegemonia esquerdista no MEC, terminou de forma melancólica com um decreto tornado inválido dias depois.

Ao contrário de Sara Winter, que nos mostrou que podemos ser presos por memes, Weintraub não promoveu NENHUMA mudança estrutural ou provocação que sirva de bandeira na educação.

Ao sair do ministério, a coragem que manifestava nas redes sociais correu para debaixo da cama. Assim como o infame Jean Wyllys, Abraham decidiu fugir do país.

A coragem de Sara Winter resultou em sua prisão e no desmascaramento de um sistema.

A coragem de Weintraub só existia enquanto protegida pelo status de ministro.

Para ficar em apenas um exemplo, Weintraub poderia ter acabado com o maior câncer que assola as universidades: a prerrogativa de departamentos em escolher SUBJETIVAMENTE os professores. Não é novidade para ninguém que apenas os queridinhos dos professores dos departamentos são aprovados e conseguem tornar-se professores em instituições de ensino superior federais.

Weintraub poderia ter unificado a seleção de professores, garantindo condições igualitárias de concorrência e banindo a subjetividade utilizada para aprovar os amigos, amantes, parentes, correligionários. Um grande concurso público realizado anualmente que democratizasse a entrada de professores em universidades.

Não deixou nada além de um punhado de polêmicas superficiais e uma fuga atabalhoada do país que, não duvidem, ainda pode prejudicar o presidente.  

Enquanto Winter entrará para a história do conservadorismo como a mulher que sozinha enfrentou o STF, Weintraub será eternamente o nosso Jean Wyllys.

Não esperem de mim a defesa de um covarde. Prefeiro uma doidivanas corajosa a um covardão metido a cowboy.