Inquérito da PF mostra que Barbalho, que costumava fazer lives com Dino contra presidente,negociava respiradores superfaturados pelo whatsapp

O governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB), foi um dos alvos da Polícia Federal (PF) nesta quarta (10). O inquérito da Operação “PARA BELLUM” tem indícios de sobra que comprovam a participação de Barbalho, um dos grandes aliados do governador maranhense Flávio Dino (PCdoB) contra o presidente Jair Bolsonaro, em um esquema de corrupção monstruoso.

Entre a série de irregularidades, Barbalho teria adquirido respiradores com valor 80% acima do mercado e pagos em tempo recorde: 24 horas. Tudo com processo de dispensa de licitação iniciado dia 26 de março e pagamento efetuado às 11:56 do dia 27 de março.

O documento revela que o governador negociou com Anfré Felipe de Oliveira, sócio da empresa SKN, e preso em Belém pela PF durante a investigação, a compra dos equipamentos. Detalhe: o CNPJ da empresa não cita, entre as várias atividades que ela desenvolve, nenhuma de importação ou venda de equipamentos hospitalares ou da área de saúde.

Flávio Dino e Hélder Barbalho fazem parte do consórcio de governadores anti-Bolsonaro

Ainda de acordo com as informações, a PF também faz a comparação de preços informados com valores de equipamentos similares. Os preços de mercado variam de R$ 34 a R$ 70 mil, enquanto o governo do Pará comprou cada respirador por R$ 126 mil reais.

Nas últimas semanas Barbalho participou de várias entrevistas e transmissões ao lado do governador Flávio Dino. O clima entre os dois era de união.

Assim como Dino, Barbalho também reservava um bom tempo de sua agenda para criticar o presidente Jair Bolsonaro. Resta saber se as semelhanças entre os dois se estendem ao uso de recursos contra a Covid-19