Obsessão do comunista Flávio Dino por revalidação de diploma de cubanos passou por cima da autonomia universitária e pode manchar história da instituição

Do alto do cargo de soberano absoluto que impõe suas vontades aos seus súditos, Flávio Dino violou a autonomia da Uema. A obsessão pela revalidação de diplomas de médicos cubanos fez o governador romper todos os limites e impor a Uema a maior humilhação da história daquela universidade.

Mesmo com desaprovação pela Justiça, Conselho Federal de Medicina, Conselho Estadual de Medina e do Ministério da Educação, o governador exigiu da reitoria, que aceitou em silêncio, uma manobra para revalidar diplomas. A estratégia consta na criação de vagas em processo seletivo SEM PROVA.

A classe médica já reagiu, mas o silêncio da classe universitária assusta. Como assim um governador pode se arrogar o direito de exigir de uma universidade que distribua diplomas à revelia de tudo e de todos?
O que vira a seguir? Advogados? Engenheiros? Professores? Matemáticos? Físicos?

A autonomia das universidades é garantida pela Constituição de 1988, que trouxe em seu texto a regra quebrada pela submissão do reitorado no ocaso da revalidação sem testar conhecimento. Triste atitude que fere de morte a história que universitária.

A simples proposta já deixa escancarada a tentação totalitária do governador e seu desprezo pela classe acadêmica. A publicação desse edital espúrio é uma cusparada na cara de cada estudante, técnico e professor daquela instituição.

Aliás, a Universidade Federal do Maranhão (Ufma) também foi instada a participar dessa operação e recusou.

Nunca ninguém foi tão longe no desrespeito a autonomia universitária. Data a submissão da reitoria, que em breve será ocupada por outro, ou a Uema reage agora e manda anular esse edital, ou será para sempre tratada como casa de tolerância por este governador e por todos os outros que virão após ele.