Mesmo alertada da falta de naterialidadr nas denúncias, da possibilidade de crise institucional e de que nenhum ex-presidente sofreu tal sanção, senadira defendeu confisco

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) defendeu hoje (22) na Jovem Pan o confisco
do telefone celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A senadora ainda criticou a nota do ministro Augusto Heleno que alertou para o risco de turbulência institucional. Para Eliziane, o fato de Jair Bolsonaro ser presidente da República e a fragilidade nas denúncias não são empecilho para o confisco do telefone.

Lembrada sobre o fato de que ex-presidentes que sofriam denúncias piores não tiveram seus telefones confiscados, Eliziane tergiversou e disse que o rito de comfisco do aparelho é Constitucional.

O grampo contra o ex-presidente Michel Temer foi lembrado como fato muito pior que não resultou em confisco de aparelho celular. Eliziane manteve sua posição.

Eliziane Gama também foi alertada sobre a falta de materialidade das denúncias contra o presidente.

A certa altura da entrevista a senadora foi provocada pelo jornalista Paulo Mathias sobre o fato de que a popularização do confisco de telefone, tendo como ponto de partida denuncias sem materialidade, poderia ser usada no futuro contra outras pessoas.

A senadora seguiu firme na defesa da tese do confisco como forma de investigação até o fim da entrevista.