Governador freou ao máximo a hidroxicloroquina no MA. Ontem (17 de maio), finalmente liberou uso na integralidade dos casos após pressão da classe médica. Quantos poderiam ter sido salvos se Flávio Dino tivesse ouvido a ciência antes?

Após meses negando a hidroxicloroquina e fazendo piada em rede nacional sobre o remédio, Flávio Dino assumiu o remédio nos protocolos do governo do estado neste fim de semana. Até agora já são mais de 400 mortos no estado. Então, fica a pergunta: quantas destas pessoas poderiam ter sido salvas se o governador tivesse assumido o protocolo em sua integralidade antes? Injustiça? Segundo o próprio Flávio Dino, não!

No dia 3 de abril o governador comunista disse que a indiferença de Bolsonaro era responsável por mortes. Segundo Dino, a omissão do presidente vitimava o povo do país. O Maranhão, desder o início da pandemia, segue firme como um dos estados onde mais se morre pela Covid-19. São Luís também figura no mapa funesto das mortes faz tempo. Passados cerca meses após descobertas sobre hidroxicloroquina e centenas de vidas perdidas, enquanto o comunista debochava do remédio, o governo do estado aderiu ao uso do remédio em sua integralidade.  

Médicos maranhenses tiveram que implorar ao governador que assumisse o uso do remédio na semana passada para pacientes em casos que ainda não evoluíram para graves. Flávio Dino debochou da classe médica durante uma live na internet.

Recebi estranhos documentos pedindo que eu diga aos médicos que a cloroquina é eficaz contra o coronavírus, o que agride um princípio que cultivo com rigor: o da legalidade. Lamento que ainda existam pessoas que embarquem em delírios ideológicos e cheguem a esse ponto, aumentando o caos sanitário como estamos vendo em nível nacional. 

Flávio Dino

Até a semana passada, o protocolo estadual admitia o uso da medicação apenas em pacientes internados, em estado grave.

Ontem (17), o governo gerenciado pelo governador que passou meses debochando do remédio começou a divulgar que começou a utilizar a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina em pacientes com sintomas leves da Covid-19.

A ciência venceu a ideologia do governador que foi, ao que tudo indica, obrigado a tornar a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina procedimento padrão disponível a todos.

Já que culpou o presidente por uma omissão subjetiva, é claro que a coerência e a sensatez irão fazer o governador assumir algumas das mortes no estado por sua omissão objetiva no uso da hidroxicloroquina.

Esperem sentados ele assumir se foi “incompetência” ou apenas “desumanidade”.