A morte cerebral do jornalista Roberto Fernandes, do Grupo Mirante, foi confirmada nesta terça (21). O jornalista estava internado no UDI Hospital desde o final do mês de março, quando deu entrada infectado pelo novo coronavírus (Covid-19).

Em tempos em que a imprensa se arroga de forma quase que sacerdotal a prerrogativa sobre a verdade e a virtude, a perda de um profissional verdadeiramente virtuoso e verdadeiro soa de forma mais aterradora do que qualquer tragédia.

Há muito menos jornalistas dignos do que faz parecer nossa categoria e há alguns, uns poucos, de dignidade colossal, incomum e de raridade poderosa.

Roberto Fernandes foi um jornalista de técnica inquestionável, simpatia absurda e de caráter irretocável.

Aliás, em tempos de opção quase que obrigatória por qual rebanho seguir e por qual ideologia acabar pastoreado, ser alguém que não se pode inserido em rebanhos é algo extraordinário.

Roberto Fernandes era um jornalista da qual a individualidade se encarregará de escrever seu nome na história. E justamente por isso sua perda será tão sentida, por ser um indivíduo.

Bons momentos naquele café, professor.