Secretário de saúde de Flávio Dino não tem experiência na área, ocupa o cargo há menos de três anos, não tem formação teórica, nenhum trabalho científico publicado e, mesmo assim, comanda força contra Coronavírus no Estado.

Enquanto cobra de Bolsonaro subserviência a Organização Mundial de Saúde, devoção aos cientistas que se debruçam sobre os números, atenção ao que sugerem especialistas e exige o protagonismo dos profissionais de saúde na crise, Flávio Dino mantém como secretário de saúde um advogado que não deve saber sequer usar um band-aid.

O govenador Flávio Dino (PCdoB) tem se notabilizado por criticar diariamente presidente Jair Bolsonaro em relação aos rumos do governo federal no combate à Covid-19. Entre as principais críticas, está o fato de Bolsonaro não seguir a “ciência” e os especialistas.

Antes de ser subsecretário de Saúde do Maranhão em 2015, Carlos Lula nunca tinha tido qualquer relação com a área. Após escândalos de corrupção na pasta, foi alçado ao cargo de secretário em 2016.

CONFIRA O CURRÍCULO DO SECRETÁRIO AQUI

O Flávio Dino que tanto se jacta ao falar de “ciência” e dos ditames da Organização Mundial de Saúde nomeou um calouro completamente alheio ao setor e sem NENHUMA formação prévia que lhe garantisse ocupar o cargo.

O deputado César Pires, que detém vasta carreira acadêmica e já foi reitor da UEMA, teme que falta de capacidade técnica do secretário de saúde Carlos Lula (à esquerda) esteja prejudicando combate ao coronavírus

A falta de fundamentação teórica do advogado foi alvo de críticas do deputado César Pires. Segundo Pires, o secretário precisa ter a humildade de buscar a orientação dos especialistas, assim como o secretário de Saúde de São Luís, Lula Fylho, já que ambos demonstram muita fragilidade técnica ao passar informações à população maranhense.

A falta de bagagem técnica tem forçado a gestão estadual da Saúde a virar as costas para a grande maioria dos municípios maranhenses, que sequer têm testes para diagnóstico da Covid-19, muito menos equipamentos e profissionais de saúde para atender os pacientes.

Enquanto cobra de Bolsonaro subserviência a Organização Mundial de Saúde, devoção aos cientistas que se debruçam sobre os números, atenção ao que sugerem especialistas e exige o protagonismo dos profissionais de saúde na crise, Flávio Dino mantém como secretário de saúde um advogado que não deve saber sequer usar um band-aid.