Comunista declarou guerra a quem votou em Bolsonaro em entrevista. Operação da polícia no estado faz apreensão de veículos, celulares e conta até com helicóptero

O governador maranhense Flávio Dino afirmou em entrevista ao jornalista Eduardo Sakamoto que seus adversários políticos, os chamados “bolsonaritas”, são uma doença que deve ser “cuidada”. Declaração foi dada em meio a operação de guerra montada na capital maranhense que tem intimidado, abordado e confiscado celulares de pessoas que discordam do isolamento horizontal.

“Meu diagnóstico é que o Brasil se defronta com duas patologias, duas doenças. Uma, no sentido estrito da palavra, que são as síndromes derivadas do coronavírus. A outra doença é uma patologia política que atende pelo nome de bolsonarismo ou Bolsonaro. Temos que cuidar de uma de cada vez.”

Flávio Dino

Após ser elogiado pelas ações do governo no começo da crise, o governador tem se concentrado única exclusivamente no ataque diário ao presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais. Dessa forma, não causa estranheza o ódio do governador por quem discorda dele politicamente.

FASCISMO O NOME, NÃO É?

Cuidar de uma “doença” implica, necessariamente, em acabar com ela, extirpá-la. Por mais que o governador tente minimizar o que falou caso o fato ganhe repercussão, é fato que ele propôs diretamente ataques aos adversários políticos.

Ou alguém vai achar que algum seguidor do governador comunista vai tratar uma “doença” com flores e abraços?

Desde o último sábado o governador ordenou uma verdadeira operação de guerra na capital maranhense para impedir defensores da tese do isolamento vertical de se manifestarem. A atuação do governador foi amparada por decisão judicial.

Apesar disso, tem chamado a atenção dos maranhenses o aparato de intimidação. Uma ação que seria facilmente realizada por uma viatura e meia-dúzia de policiais conta com uma enormidade de veículos, dezenas de policiais de várias guarnições e até apoio aéreo.

Pessoas alegam que no último sábado foram abordadas e tiveram seus veículos apreendidos. O número de carros da carreata da morte que poderia incidir em uma catástrofe sanitária? Quatro! Após a abordagem e apreensão, as pessoas foram conduzidas até a delegacia onde tiveram seus celulares confiscados para “perícia”. Parece que o governador já começou a tratar da “doença” que são aqueles que discordam dele.