No início do ano fui questionado sobre o que eu pensava para a São Luís do futuro. Quero hoje compartilhar também nesta coluna minha resposta

Vejo uma cidade movida pela força da modernidade, do desenvolvimento econômico, social e sustentável.

Na São Luís do futuro existe uma revolução na mobilidade urbana, temos um trem interbairros (o Expresso São Luís), carros, motos, patinetes eletrônicos e bicicletas compartilháveis, paradas de ônibus no estilo “estação-tubo” com bilhetagem eletrônica, horário de embarque e ar-condicionado movidos por energia solar. São nessas estações que a internet é distribuída de forma gratuita para toda a população da cidade, no contexto do programa São Luís Conectada.

No Centro Histórico, os bondes voltaram e servem ao público vibrante que trabalha em empresas e startups do mercado da Economia Criativa: produtoras, desenvolvedoras de softwares e aplicativos, bares, restaurantes, teatros, cinemas, etc. Assim a cena cultural de São Luís também tem projeção nacional.

As agendas do programa Médico em Casa e do Remédio em Casa podem ser programadas pelo aplicativo e-São Luís. Uma espécie de Uber da saúde pública. Em cada bairro tem, também, uma estrutura básica de saúde 24 horas com médico, enfermeira e ambulância em caso de transferência dos casos mais graves para os novos hospitais municipais de grande porte, para as novas UPAs e para os convênios com os hospitais privados.

Conseguimos resgatar os rios e riachos da cidade. Não são mais lixões. As praias estão limpas graças ao Projeto São Luís Azul. As arvores são abundantes e ajuda a amenizar o calor do nosso sol escaldante.

Todas as crianças são atendidas por creches, algumas com funcionamento noturno para atender os pais que trabalham à noite. Nas escolas as crianças estudam cada uma com um laptop e farão esporte de verdade. Temos parcerias com o Google, Harvard, Fundação Gates, etc.

Da Ponta da Madeira até o Porto da Alumar, vejo um corredor de terminais portuários. Em terra firme, uma enorme área de retroporto repleta de empresas grandes, médias e pequenas que geram renda, direta e indiretamente, para milhares de pessoas. Exportamos produtos beneficiados aqui em nossa terra e não apenas matérias primas como minério de ferro e grãos. Muitos produtos também chegarão pelos nossos portos. São Luís é a porta de entrada de mercadorias que abastece o Norte, o Nordeste e o Centro-Oeste. Com tudo isso, temos muito mais receita para investirmos em saúde, educação, infraestrutura e outros.

A zona rural, com incentivo técnico de qualidade, é um cinturão verde e supre grande parte da demanda alimentícia da Ilha. A área rural não é mais sinônimo de abandono e pobreza.

Não existe crise quando se tem vontade de trabalhar com planejamento e dedicação. Acredito na São Luís do futuro e faço dessa visão uma missão de vida. Sei que conseguiremos.

Adriano Sarney é deputado estadual