Listagem com dez funcionários que recebem salários acima de R$ 17 mil em gabinete de pré-candidato levanta suspeita de rachadinha

O vazamento de uma lista de 10 funcionários de um gabinete da Assembleia Legislativa abalou a classe política no Maranhão nos últimos dias. Tudo normal e algo comum no que diz respeito às nomeações, a não ser pelo fato de que cada um dos funcionários recebe mensalmente a fortuna de R$ 17.164,17 e que eles são obrigados a “restituir” parte dos vencimentos ao parlamentar. Prática conhecida como “rachadinha”.

O gabinete pertence a um pré-candidato nas eleições de 2020 conhecido por ser midiático. O esquema já está sendo observado de perto por membros do Ministério Público e pode gerar um inquérito.

A suspeita é que o deputado promova a famigerada “rachadinha” em seu gabinete. O esquema consiste na nomeação de laranjas com altos salários que depois são divididos com o parlamentar.

Por mês esses funcionários custam mais de R$ 170 mil. Durante todo o não de 2019 os dez funcionários custaram mais de R$ 1 milhão. Suspeitas indicam que parte dos recursos está sendo usado na promoção de pré-candidatura (links patrocinados, manutenção de aplicativos para turbinar pré candidatura e outdoors) e enriquecimento ilícito.

Na prática as movimentações se tratam de roubo de dinheiro público.