Quem são os candidatos que devem sair muito menores da disputa por São Luís caso decidam concorrer?

Muito se fala nas possibilidades de derrota nas eleições municipais do ano que vem. No entanto, pelo menos ate agora, nenhuma estimativa foi feita sobe quem pode sair menor do que entrou na disputa. Tratando-se de São Luís, em uma eleição que pode contar com quase dez candidaturas, é claro que alguém, ou “alguéns”, irão ganhar o título de fiasco total.

Bira do Pindaré

Fenômeno dos votos nas eleições em 2006 quando conseguiu, em uma campanha humilde, ter quase meio milhão de votos na disputa pelo Senado daquele ano. O deputado federal Bira do Pindaré está em franca decadência política. Apesar de figurar publicamente como aliado do governador Flávio Dino, Bira não goza de confiança dentro do grupo e, ao que tudo indica, estará sozinho se for candidato em São Luís. Seu partido, o PSB, garante tempo de televisão e participação nos debates. Algo que pode impulsionar sua campanha. Contudo, a baixa popularidade e o isolamento político podem ser fatais. A possibilidade de não chegar aos 5% é probabilíssima e isto seria um fracasso.

Yglésio Moyses

A situação do deputado Yglésio Moyses talvez seja a mais desesperadora de todas. Sem partido, sem grupo e com a confiança abalada após suspeitas de que estaria passando informações do governo para a oposição, o ex-pedetista demonstra que sua candidatura é irrevogável. Neófito na política, é muito provável que Yglésio tenha nas redes sociais e no mandato de deputado suas únicas chances de deslanchar. O esperado é que Yglésio não chegue a 3% nas intenções. E isso iria comprometer a própria reeleição do deputado em 2022.

O fato é que tanto Bira do Pindaré quanto Yglésio sabem que a vitória é improbabilíssima. Querem disputar a eleição muito mais pela vitrine e uma reciclagem da imagem do que por ambição de vitória. Superar os 10% ao fim da eleição, ou chegar perto disso, é missão cumprida. Só que dadas as circunstâncias, é quase uma missão impossível.  

Carlos Madeira

Sem mandato, sem partido, sem grupo, sem apoio e completamente desconhecido da população maranhense. Apenas um milagre pode impedir um desempenho pífio do ex-juiz federal nas eleições de 2020. Os mais otimistas enxergam em Madeira um exímio debatedor que pode virar o jogo nos debates. Acontece que o número excessivo de candidatos pode impedir os candidatos de se sobressaírem, colocando por água abaixo a única oportunidade de Madeira surpreender na eleição.

Roseana Sarney

Ao contrário dos demais, é impossível que a ex-governadora não obtenha um desempenho razoável nas eleições de 2020. Sem anunciar oficialmente sua candidatura, Roseana já ocupa a vice-liderança nas intenções de voto. A ex-governadora foi a gestora que mais fez por São Luís nas últimas décadas e figura entre os maiores nomes da política local de todos os tempos. Justamente por sua envergadura, apenas a vitória não pode ser vista como um fracasso. Ser derrotada em um segundo turno para um recém-chegado como Eduardo Braide seria desastroso. Não chegar ao segundo turno seria uma calamidade. Para qualquer um dos pré-candidatos acima transitar entre os 15% dos votos ou ser derrotado em um segundo turno seria uma vitória política retumbante. Para Roseana não. O único resultado aceitável para Roseana Sarney é a vitória. E ainda pesa contra a candidatura da ex-governadora o fato de que, a cada dia, ela avança nas intenções de voto para 2022. E em um possível cenário de grupo governista rachado, a eleição estadual se mostra muito mais sedutora do que a municipal.

Por fim, é bom lembrar que o fracasso em uma eleição municipal não significa, necessariamente, hecatombe política. Em 2016 o desempenho humilhante da então candidata Eliziane Gama foi visto como ruína política. Dois anos depois ela era eleita senadora e hoje é cogitada para substituir Flávio Dino nas eleições de 2022. Só que Eliziane Gama foi exceção…