Enquanto o Brasil registrou alta de 330% no setor, Maranhão perdeu quase mil vagas

Em 2019 o setor do turismo respondeu pela criação de cerca de 25 mil empregos formais em todo o país. De todos os 27 estados da federação, apenas seis registraram números negativos na geração de empregos formais no setor. Na contramão deste crescimento, o Maranhão perdeu 821 vagas formais no estado.

“Essa é uma informação aterrorizante. Temos um ex-presidente no governo e um ex-ministro do turismo na Câmara Federal. Como todo o Brasil cresce e o Maranhão cai na geração de emprego?”, reclamou o deputado César Pires (PV).

Em todo o Brasil o número reflete o crescimento de 330% segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

José Roberto Tadros, presidente da CNC, afirmou que os números refletem a recuperação do setor em todo o Brasil, em sintonia com a melhora gradual da economia do País. “Grande parte do bom desempenho do mercado de trabalho do turismo, acentuado no segundo semestre deste ano, reflete a estabilidade de preços, com a inflação em declínio, a diminuição das taxas de juros e o impacto favorável da liberação do FGTS sobre o consumo, além da estabilidade do dólar na maior parte do período”, afirma Tadros.

Para o deputado estadual César Pires, não há explicação cabível para que o Maranhão fique fora do crescimento no setor. “Temos riquezas naturais belíssimas, temos uma cultura linda e a mão-de-obra aqui é abundante. Como explicar que o todo o Brasil esteja crescendo e o Brasil caindo? Apenas incompetência explica essa situação vexatória”, afirmou.  

Nordeste em queda

Apesar das circunstâncias propícias e da criação do Consórcio Nordeste para cooperação entre governadores, a região foi a única de todo o Brasil que registou mais demissões do que admissões em 2019.

Já o Maranhão está entre os quatro estados que mais perderam empregos com carteira assinada em 2019. Sendo que destes, três são do Nordeste. O Rio de Janeiro, governado por Wilson Witzel, foi o estado que mais perdeu vagas. Seguido por Ceará e Pernambuco.

O Sudeste regirou uma alta de quase 15 mil novos empregos com carteira assinada criados.