Grandes legendas ainda indefinidas sobre sucessão em São LuísCom mais de 70% do tempo de televisão e do fundo partidário, maioria dos dez maiores partidos no Maranhão mantém cautela sobre eleição na capital maranhense

Há pouco mais de sete meses da decisão final sobre as candidaturas para as eleições municipais, as maiores no estado não bateram o martelo sobre as eleições em São Luís. O clima geral entre as siglas é de prudência. Como a demonstrada pelo deputado federal Edilázio Júnior (PSD). “O momento agora é de análise. Qualquer movimento precipitado pode incorrer em problemas no futuro. Dessa forma, nós estamos fazendo a opção pela precaução”, disse.

Das dez maiores legendas, que abrigam 71,15% de todo o tempo na televisão e recursos do fundo eleitoral, apenas PSB e Democratas dão sinais de candidaturas irreversíveis com os deputados Bira do Pindaré e Neto Evangelista. Das oito restantes, apenas PDT e MDB sustentam, mesmo que de forma ainda duvidosa, as pré-candidaturas do presidente da Câmara de Vereadores, Osmar Filho, e da ex-governadora Roseana Sarney.

Com as três maiores bancadas na Câmara Federal, PT, PSL e Progressistas até agora não deram sinais concretos sobre o rumo que devem seguir nas eleições de 2020 na capital. O deputado estadual Zé Inácio do Partido dos Trabalhadores já sinalizou recentemente que há um sentimento forte na legenda para uma candidatura própria. No entanto, nenhuma pré-candidatura foi oficialmente lançada.

Os rumos do PSL nas eleições, que ocupa a segunda maior bancada federal no país, devem ser decididos pelo vereador Chico Carvalho. O PSL, assim como o PT, tende pela candidatura própria e espera pela decisão do ex-prefeito Tadeu Palácio. Fato que não impede Carvalho de discutir possíveis alianças com outras legendas.

No Progressistas a diretriz é esperar. Em entrevista ao Bom Dia Mirante nesta sexta (17) o presidente da legenda no estado, deputado federal André Fufuca, disse que o partido irá esperar até o último momento para se definir. “Quem tem prazo não tem pressa. O momento agora é de analisar e conversar com a base do partido para poder tomar a melhor decisão para a legenda e para a cidade”, disse Fufuca.

Ao contrário das outras legendas, o PSD tem apenas duas prerrogativas determinadas. “Não iremos compor em hipótese alguma com Bira do Pindaré (PSB) ou com qualquer candidato do PCdoB”, explicou Edilázio. O deputado disse que atualmente existem opções próprias e que há também uma interlocução com nomes de outros partidos. “Por conta de ser um partido sem máculas, o tempo de televisão e do fundo eleitoral, o PSD está sendo muito assediado. Temos três postulantes que podem sair pelo partido e mantemos conversações com o Eduardo Braide (Podemos), Osmar Filho (PDT), Adriano Sarney (PV) e Neto Evangelista (DEM)”, explicou.

As executivas estadual e municipal do MDB continuam apostando no projeto de ter a ex-governadora Roseana Sarney como candidata em São Lupis. “Roseana já foi a melhor “prefeita” que São Luís já teve. Tanto na infraestrutura quanto nos programas sociais. Temos interesse em manter esse projeto para promover mudança a apresentar um alternativas para São Luís”, disse.

Apesar da ex-governadora ainda não garantir sua participação no pleito deste ano, Roberto Costa afirma que não a discussão sobre alternativas. “O que vamos fazer é ampliar as discussões sobre o nome dela (Roseana). Não há debate sobre plano B ou C. Não temos como discutir outras opções se a melhor opção está dentro do nosso quadro”, explicou.

No PSDB, segundo o presidente da legenda no estado, senador Roberto Rocha, a discussão deve ser aprofundada nos próximos meses e as possibilidades de composição e candidatura própria devem ser comparadas. “Já temos um pré-candidato, que e é Wellington do Curso. Contudo, é importante saber que pertencemos a um grupo político de oposição ao governo do estado. Neste aspecto, é perceptível a estratégia de Flávio Dino em lançar vários candidatos e forçar um segundo turno na tentativa de impedir uma vitória de Eduardo Braide no primeiro turno. E segundo turno em São Luís contra duas máquinas, estado e prefeitura, é complicado. Dessa forma, o olhar político pode transcender as necessidades partidárias”, disse o presidente do MDB no estado.

Enquanto DEM e PSB apontam como certas as candidaturas de Neto Evangelista e Bira do Pindaré, o PDT sustenta o nome do vereador Osmar Filho. O clima de incerteza também é observado no PL, que flerta com um apoio a Eduardo Braide, mas não demonstra firmeza na aliança. O mesmo acontece no Republicanos, do vice-governador Carlos Brandão.