História mostra que jogo pode virar. Circunstâncias também potencializam reviravolta no desempenho

O baixo desempenho do secretário de cidades, Rubens Pereira Jr (PCdoB), nas pesquisas de intenção de voto no ano que antecedem a eleição tem chamado a atenção. Pelo menos a uma primeira vista, Rubens é visto como “pesado” demais. Acontece que, quando analisado sob o prisma da história, ainda não se pode considerar o candidato comunista como derrotado.

Em 2002 José Reinaldo Tavares, desconhecido do maranhense, saiu do anonimato e de menos de 5% das intenções de voto nas pesquisas para sagra-se governador do estado vencendo o mítico Jackson Lago.

Em 2012 o grupo de Flávio Dino tinha três opções para enfrentar o ex-prefeito João Castelo. Tadeu Palácio, Eliziane Gama e Edivaldo Holanda Jr. Fez-se a opção pelo pior colocado nas pesquisas, o então deputado federal Edivaldo Holanda Jr.

Quatro anos depois, em janeiro de 2016, a situação de Edivaldo Holanda era tão dificultosa que sequer era cogitada a reeleição. Dez meses depois o prefeito era reeleito.

Rubens Jr conta com a simpatia do maior articulador político do Maranhão na atualidade. Goste-se ou não da realidade, Flávio Dino sabe como jogar o jogo e tem predileção por Rubens Jr. Além disso, há a possibilidade de que o secretário vire “candidato nacional”. O que resultaria em apoios de peso como Lula e outras figuras da esquerda.

Soma-se a tudo esse ambiente o fato de que Rubens terá ao seu lado a máquina estatal.

Apesar de estar entre os últimos colocados, Rubens Jr ocupa o primeiro lugar em circunstancias favoráveis. Assegurar que ele não irá tirar proveito a galgar seu lugar entre os favoritos é expressão de vontade, não de realidade.  

Rubens Jr, pelo menos ainda, não é carta fora do baralho.