Uma coisa que incomoda a qualquer observador sério da política brasileira ou mundial é a tentativa de igualar esquerda e direita no mesmo patamar. Os enciclopedistas almofadinhas da mídia brasileira clamam por um pragmatismo político frente aos extremos ideológicos – como se o pragmatismo não fosse por si uma ideologia. As duas correntes são iguais e distorcem a realidade, dizem.

A perversidade embutida nesse erro aparentemente desprovido de malícia é tão grande que merece ser corrigida. Igualar uma corrente política assassina, promotora dos maiores genocídios já existentes, das piores ditaduras e dos piores declínios intelectuais, morais e éticos na história humana com outra que não fez um por cento disso é um claro atentado à inteligência e ao bom senso. Não é admissível que tal nivelamento sem vergonha continue a ser regra para análises da realidade política contemporânea.

No caso brasileiro, os exemplos que corroboram com a constatação da esquerda como força nociva e destruidora da nossa civilização são fartos. Em todos os aspectos, a esquerda conseguiu rebaixar o Brasil e fazer da nossa nação uma terra do ridículo. Não só a barbárie física ou coisa do tipo; a barbárie intelectual e moral brasileira é estarrecedora.

Ora, para começo de conversa, foi durante os governos de esquerda que os índices de homicídios no Brasil bateram recorde atrás de recorde. O banho de sangue foi uma coisa horrenda, cerca de 60 mil homicídios por ano. Mas a responsabilidade dela não foi apenas no período petista. Começou nos livros, na exaltação do banditismo como forma de justa revolta social contra as desigualdades de classe. Essa ideia esdrúxula começou com a Escola de Frankfurt – think tank alemão suprassumo do esquerdismo americano – e chegou ao Brasil primeiramente com um livro de Jorge Amado, ”Capitães de Areia”. Ali a esquerda começou a glorificar o crime e difamar a polícia como agente do Estado na manutenção dos privilégios da classe dominante.

Percebam a duplicidade da questão. Se por um lado há uma inversão de valores com uma exaltação do crime no campo intelectual, por outro há a permissividade dos governos de esquerda com o resultado prático de sua atitude. A quantidade de notícias e indícios sobre a relação do PT com o PCC é extensa demais para maiores explicações. Recentemente, a VEJA noticiou uma suspeita de pagamentos do PCC a um advogado PT. Simples suspeitas…

Se no campo criminal a esquerda é responsável em grande medida pela ascensão estarrecedora do crime brasileiro, na questão moral ela também deixou sua infeliz marca. O brasileiro parece mesmo ter uma conivência com o roubo, a chantagem e com a mentira, mas desde a chegada do PT ao poder, essa conivência foi potencializada. A ideia do ”rouba, mas faz” é digna de piada e não encontra eco em nenhum outro país civilizado.

Mas no Brasil é regra no eleitorado petista. É o que a pesquisa do Instituto Ideia Big Data concluiu. ”O estudo concluiu, por exemplo, que a imagem do ‘presidente que não sabia de nada’ deu lugar a outra, a do político que “rouba, mas fez algo por mim”. “Durante muito tempo, esse eleitor acreditava fortemente que o ex-presidente desconhecia casos de corrupção como o mensalão”, diz o economista Maurício Moura, fundador do Ideia e pesquisador da Universidade George Washington. ‘Agora, ele continua fiel a Lula, mas já expressa o sentimento de que o petista não é ‘nenhum santo’.”

Vejam: Lula não possui virtude alguma para ser alçado a idolatria de sua militância. Não é um cristão devoto, não possui virtudes morais, não é um intelectual ou estudioso esforçado das grandes questões, não tem esmero na forma de se comunicar. Nada. Mas ainda assim é tratado como líder messiânico.

E o que o próprio Lula disse logo após sair da cadeia? Que é preciso seguir o exemplo do Chile e convocar a militância para ir às ruas segundo o molde chileno. Lá morreram 23 pessoas, o vandalismo virou regra e as Igrejas foram vilipendiadas. Lula quer exatamente isso. Quer no Brasil um banho de sangue para colocar a culpa no presidente Bolsonaro. E conta com a cumplicidade abjeta dos Reinaldos Azevedos da grande mídia.

Esta sucessão de coisas repugnantes não surpreende a qualquer indivíduo relativamente instruído. A esquerda é intelectualmente nutrida pela barbárie, covardia e sede de sangue. E a esquerda brasileira é o farol da incivilidade em solo tupiniquim.

Referências: 

  1. http://olavodecarvalho.org/bandidos-letrados/
  2. https://veja.abril.com.br/revista-veja/rouba-mas-fez/
  3. https://congressoemfoco.uol.com.br/justica/ao-vivo-lula-discursa-no-sindicato-dos-metalurgicos/
  4. https://istoe.com.br/protestos-resistem-no-chile-aps-um-ms-da-exploso-social-nas-ruas/