Senadora começa a despontar como um dos nomes na linha sucessória do governador Flávio Dino

Eliziane Gama entrou para a “primeira divisão” de política estadual em 2012. Até então deputada estadual, a hoje senadora tinha postura discreta na Assembleia Legislativa. O bom desempenho nas eleições para a prefeitura de São Luís chegou a lhe render, inclusive, vaga entre os nomes para as eleições de 2014. Eliziane declinou da possibilidade de ser candidata ao governo e ajudou, indiretamente, Flávio Dino a vencer a eleição já no primeiro turno.

Em 2016 veio então a tragédia. A deputada tentou reeditou a campanha de 2012 e veio então a ignomínia. Em janeiro de 2016, Eliziane era a ÚNICA candidata. Reinava absoluta nas pesquisas. O domínio era tanto que o próprio Edivaldo Holanda Jr cogitava sequer ser candidato. Sabotada por adversários dentro e fora do seu grupo, vítima da estupidez de aliados que já dividiam cargos meses antes da eleição acontecer, Eliziane terminou o pleito em quarto lugar. Um vexame que, para muitos, representava o fim.

Por dois anos a deputada federal foi dada como carta fora do baralho e por dois anos preparou aquele que poderia ser o movimento final de sua trajetória política: decidiu encarar a luta pelo Senado.

Eliziane venceu e a humilhação de 2016 foi apagada de seu currículo. Hoje, por conta de sua atuação parlamentar, liderança nacional do Cidadania e com um longo mandato de sete anos no Senado, a musculatura política é fragorosa.

Passada a ressaca da eleição, alguns aliados de Flávio Dino já confidenciam que ela pode “vir forte em 2022”.

Questionado sobre o futuro de Eliziane Gama, um deputado federal da base governista disse que a possibilidade é real. “Se ela aprender com a derrota de 2016 e com a vitória de 2018, colocar na cabeça que política é convergência, manutenção de palavra e formação de grupo, pode se tornar um nome forte. A possibilidade é real, depende apenas dela”.