Jogo-sujo contra Edivaldo Holanda Jr é o primeiro tiro de uma guerra inevitável

Os recentes ataques do desconhecido reitor do Instituto de Ensino do Maranhão (Iema), Jonatan Almada, ao prefeito Edivaldo Holanda Jr expuseram o processo de autofagia já identificado pelos analistas mais atenciosos. Almada ocupa o cargo no quinhão do deputado federal Bira do Pindaré. Se fosse por competência e méritos próprios, é bem provável que nunca chegaria onde chegou.

Bira do Pindaré viu seu prestígio, justamente conquistado nas eleições de 2006, sangrar ao longo da última década. Como forma de voltar ao cenário inventou uma candidatura à prefeito. O deputado sabe que, se não fizer algo, dentro em breve irá cair no esquecimento e na irrelevância. Dessa forma, no futuro não terá a mínima condição de segurar pessoas do baixo nível de Jonatan Almada nos cargos para fazer politicagem.

Porque foi exatamente isso o que Almada fez ao publicar artigo no Jornal Pequeno intitulado “A escola que não ensina”. Na peça ele afirma ser “a escola pública municipal de São Luís é uma tragédia”. “Sem livros, sem esportes, sem ciência, sem tecnologia e sem inclusão. É essa escola que serve às 3,8 mil crianças matriculadas na creche, 9,3 mil da pré-escola e as mais de 65 mil no ensino fundamental”.

Almada pretendia torpedear a gestão de Edivaldo Holanda Jr visando um desgaste que, vejam só, poderia ser usado por Bira do Pindaré nas eleições do ano que vem.

Há em curso um processo de acomodação de forças. Com a destruição da oposição no Maranhão, o grupo de Flávio Dino cresceu bastante e começa a disputar espaços que já são ocupados.

Muitos aliados e poucos espaços. Vejam o fatídico caso de São Luís. Dos quase dez pré-candidatos, apenas três não fazem parte do grupo de Flávio Dino. O mesmo choque deve ser reproduzido, em proporções menores, nas prefeituras do interior.

Márcio Jerry, deputado federal e presidente do PCdoB, já afirmou que o partido almeja ocupar 30% das prefeituras do interior. A base do governo é composta por mais de dez partidos. Ou seja: alguém vai ficar muito fora dessa divisão.

As eleições de 2022 eram vistas como o início da guerra aberta que, pelo menos até lá, esperava-se secreta. Bira do Pindaré expôs o que todos já sabem: acabou a lua-de-mel entre os aliados de Flávio Dino e a era das conspirações começou.