Intolerância contra homossexuais que não concordam com a esquerda revela uma nova face de homofobia

Há cerca de um mês o ginasta Diego Hypólito reuniu-se com o presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama, Michele. A divulgação do encontro foi o suficiente para que o atleta, homossexual assumido, fosse vítima de uma onda de ataques que culminaram com ameaças de morte. Cerca de um mês após as agressões contra Hypólito, a youtuber Karol Eller foi brutalmente espancada. Os dois casos expõem a face mais absurda da ideologia cega que criou uma nova modalidade de preconceito: a homofobia política. Uma forma de intolerância que acha normal ataques, espancamentos e ameaças de morte contra homossexuais de direita.

Ou seja, a homossexualidade só pode ser respeitada e aceita se vier acompanhada da postura política correta.   

Enquanto bolsonaristas lamentaram o ocorrido contra Hypólito e Eller, uma parcela significativa de esquerdistas/lacradores/petistas comemorava, em menor ou maior escala, as agressões contra Eller.

Para se ter uma ideia da onda de agressões contra Diego, basta rememorar declarações do atleta na época. “Passei alguns dias com medo de sair de casa. Estou muito deprimido e desenvolvi síndrome do pânico. Fui ameaçado de morte, maltratado e xingado de tudo nas redes sociais. Nunca vivi nada igual, sinceramente”.

Diego Hypolito foi ameaçado de morte após encontro com Jair Bolsonaro

Após os ataques contra Diego, foi a vez de festejar a brutal agressão da youtuber Karol Eller. No último domingo Karol Eller estava com a namorada quando foi severamente espancada. Ela se pronunciou sobre o caso. ”Gostaria que vocês lembrassem de mim com esse rosto! Deus está no comando de tudo! Agora estou sem condições de falar ou fazer vídeos explicando”, disse.

Além da esperada comemoração nas redes sociais, as notícias que repercutiam o caso de Karol também expuseram a cegueira ideológica frente à agressão. A maioria das reportagens focaram muito mais a ligação de Karol ao presidente Jair Bolsonaro do que a agressão em si.

Antes de Karol Eller e Diego Hypólito, o maquiador Agustin Fernandez já havia sentindo peso de ser homossexual e não apoiar a esquerda. Agustin relatou inúmeros ataques e perseguições após anunciar apoio a Jair Bolsonaro.

Os fatos são os fatos e demonstram bem a relação de intolerância da esquerda que criou um novo tipo de preconceito: a homofobia política. Apenas homossexuais de esquerda de insentões são dignos de respeito. Homossexuais de direita merecem ser espancados e até mortos.