Veja o que torna o deputado estadual Adriano um dos pontos fora da curva da política maranhense no estado

Quem apostasse em um passado recente que um dos herdeiros do grupo Sarney iria disputar eleição majoritária sem o peso do sobrenome, fazendo campanha humilde e centrando seu discurso em choque de gestão e modernização da política, com a mais absoluta certeza seria taxado de maluco. Pois parece que este dia chegou…

Aos 39 anos Adriano Sarney é hoje o único membro da família que sustenta cargo eletivo. Apesar disso, Adriano entrou na política quando o seu grupo deixava o protagonismo no estado.

Sem juízos de valor de bom ou mal, certo ou errado. No mínimo Adriano pode ser considerado um político diferente dos demais. Administrador e economista formado em Harvard e pela Paris-Sorbonne (não se trata aqui de participação em evento ou curso de férias), o deputado doou mais tempo de sua vida aos estudos do que ao fazer político.

O deputado estadual Adriano, ao lado de Eduardo Braide, Duarte Jr, Neto Evangelista, André Fufuca e Wellington do Curso, é um ponto fora da curva na política estadual. Cada um a seu modo, eles se diferenciam da ortodoxia política no estado

Podendo ser eleito ou ocupar cargo público desde sempre por ser membro da família que é, Adriano foi eleito em 2014, ano em que Flávio Dino derrotou Edinho Lobão e iniciou um processo de readequação das forças políticas do estado que, impreterivelmente, resultaria no enfraquecimento dos sarneys.

Na Assembleia ganhou notoriedade por fazer um tipo de oposição diferente. Ao invés vociferar impropérios e verborragia vazia (como é o costume no Brasil), apresentava números e atingia o governo, em muitas vezes, munido de documentos do próprio governo.

Reeleito com um aumento no número de votos (um feito para quem está na oposição), Adriano decidiu lançar-se pré-candidato a prefeito de São Luís. E quando tudo indicava uma união do grupo Sarney no entorno do seu nome, mais uma vez as coisas não se mostraram o que pareciam.

Adriano não conta com o apoio do grupo Sarney e pode ser o primeiro candidato com sobrenome sem o apoio da família. Ele leva a situação na esportiva. “Eu sou democrata 24h por dia, não apenas quando me interessa. Não posso obrigar ninguém a me apoiar, segue a luta”.

A pré-campanha do deputado tem se fundamentado no uso das redes sociais, atuação parlamentar e visitas a bairros da capital. Não há badalação da mídia e nem tampouco há efervescência política. “Agora eu conto comigo mesmo. Fazer meu trabalho, ouvir as pessoas e aceitar as circunstâncias que Deus decidir que devo enfrentar. O resto fica por conta do povo”.

Sobre as articulações políticas, que já pegam fogo em outras pré-candidaturas, Adriano prefere esperar. “Acho que o momento é de formular um bom plano de governo e ouvir as pessoas. Depois disso teremos uma proposta política que será apresentada aos líderes partidários e ficará a cargo deles vir com a gente, ou não”, explicou.

O fato é que 99% de outros políticos maranhenses que estivessem na condição de Adriano muito dificilmente teriam a história dele, discurso ou comportamento. SE isso é certo ou errado? Não importa!

Certo ou errado é opinião. Isso não é opinião, é fato. Resta saber onde essa forma diferente de fazer política irá levar o deputado…