Jornada paga com recursos públicos vai durar uma semana e não teve agenda oficial divulgada

Os sete governos o nordeste devem participar de um tour pela Europa com despesas pagas pelos pagadores de impostos. Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Maranhão integram a comitiva do Consórcio Nordeste que deve visitar França, Itália e Alemanha. 

Dezenas de pessoas devem participar da jornada pela Europa que, misteriosamente, não teve a agenda divulgada. Segundo informações do Consórcio, muitos compromissos dependem de “confirmações”.

O Consócio fala sobre “encontros com empresários e representantes dos governos dos países visitados”, mas a lista dos empresários e representantes dos governos também não foi divulgada. 

A comitiva embarcou na última sexta (15) e passou o final de semana em Paris. Os compro para compromissos da “agenda oficial” começam apenas hoje (17). A viagem termina no dia 22, em Berlim. 

Seis governadores devem participar pessoalmente do passeio, com exceção do governador Flávio Dino que enviou o vice, Carlos Brandão, para representá-lo.

Consórcio do fracasso – O Consórcio Nordeste, na prática, é uma tentativa de amotinação dos governadores nordestinos contra o resto do país e em especial ao governo federal. Todas as inciativas do presidente Jair Bolsonaro são, de pronto, rechaçadas pelo famigerado consórcio.  

O discurso também se manifesta na prática. Contrários às reformas econômicas, os governadores nordestinos são responsáveis pelas mais altas taxas de ICMS de todo o Brasil. O Maranhão, por exemplo, deve ter no próximo ano seu quarto aumento de ICMS em cinco anos. 

Além de engessarem a economia tiranizando a população com impostos, desestimulando o investimento privado, além da seca e da pobreza extrema, o Nordeste ainda enfrenta a ausência de regras de preenchimento de cargos públicos nos governos estaduais. A velha cultura do empreguismo voltou a crescer nas máquinas públicas da região. 

A falta de transparência é outra marca do Consórcio Nordeste. A primeira compra coletiva do Consórcio Nordeste, festejada pelos governadores, fez a aquisição de medicamentos em um custo de 118 milhões. A compra foi feita pelo governo da Bahia. Os governadores afirmam que economizaram cerca de 48 milhões de reais. No entanto, o processo licitatório não ficou claro e nem ao menos foi divulgado quanto cada estado gastou.

Apesar da compra ser festejada pelo governador Flávio Dino, recentemente o deputado estadual Adriano (PV) denunciou a falta de medicamentos na Farmácia de Medicamentos Especializados (Feme).