Comunista é mestre na arte de minar legendas adversárias no Maranhão. Estratégia já garantiu o controle do DEM e influência em partidos como MDB, PSDB e no próprio PSL

Uma das táticas que levou o governador comunista a conquistar a hegemonia no Maranhão deve ser reeditada em breve, a infiltração de aliados em partidos adversários em âmbito nacional. A estratégia foi amplamente usada no PSDB, DEM e no próprio PSL. Movimentações nos bastidores revelam que tática deve ser requentada contra o Aliança pelo Brasil.

A estratégia de inserir aliados em partidos pelo governador causa certa deturpação na política local. Em 2014 Flávio Dino contou com o apoio do PSDB, na época presidido pelo hoje vice-governador Carlos Brandão. Quando deputado federal, entre 2008 e 2012, Flávio atacava o PSDB diariamente na tribuna da Câmara Federal. Apesar disso, sempre assediou o partido regionalmente.

Na mesma época Flávio Dino também chegou a caracterizar o PFL, hoje Democratas, como entreguista e um partido do “mal”. Apesar de discordar diariamente da agenda do partido nas redes sociais, a legenda no estado é controlada por um grande aliado do governo, o deputado federal Juscelino Filho. Além de fazer parte da base de apoio tendo, inclusive, secretários de governo. O deputado, que também é presidente da Comissão de Ética, já deixou claro que pretende tocar para frente o processo de cassação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) movido pelo PSOL.  

Dentro da Assembleia Legislativa o governador conseguiu, inclusive, a proeza de contar com o apoio do MDB da ex-governadora Roseana Sarney. A bancada do partido na casa não causa qualquer obstáculo ao governador. Ficando a tarefa de fazer oposição restrita aos deputados César Pires e Adriano Sarney, do PV, e ao deputado Wellington do Curso, do PSDB.  

A influência indireta de Flávio Dino em partidos tidos como adversários já contaminava o próprio PSL. Semanas atrás o vereador Chico Carvalho, presidente da legenda no Maranhão, participou de evento em que levou Flávio Dino até suas bases eleitorais na zona rural de São Luís.

A tática sempre consiste no envio de parlamentares com mandato considerados “neutros” para dentro das legendas. Após instalados nas siglas, os aliados de Flávio Dino sabotam candidaturas e enfraquecem as legendas o máximo possível.

Flávio Dino tentará fazer o mesmo com o Aliança pelo Brasil.