Governador demonstrou completa alienação sobre megaleilão da cessão onerosa e mentiu sobre situação da Petrobras.

Incapaz de explicar sob o viés econômico e administrativa a entrada de 220 mil pessoas na extrema pobreza durante seu governo, o governador maranhense Flávio Dino resolveu comentar o leilão da cessão onerosa realizado pelo Governo Federal.

A verborragia do governador comunista externa duas situações peculiares: o desespero de quem viu suas expectativas de ter o caos financeiro no estado salvo pelo leilão e a completa ignorância sobre a Petrobras e regras básicas de economia que ele deveria ter obrigação de saber.

Flávio Dino esperava que os recursos destinados ao Maranhão no certame, avaliados inicialmente em R$ 563 milhões, o ajudassem a aliviar o caos financeiro e o endividamento instalados no estado durante sua gestão. Como a arrecadação foi menor do que a esperada, Flávio Dino terá um aporte de “apenas” R$ 277 milhões para corrigir sua incompetência administrativa. A frustração de Flávio Dino não se dá em relação ao resultado do megaleilão, mas por ele ter algumas centenas de milhões a menos para torrar de forma irresponsável no estado.

Contudo, para tentar esconder a frustração, o governador optou por um comentário de viés econômico tolo e completamente desligado da realidade.

O governador, como todo bom comunista semianalfabeto em questões econômicas, falou de “entreguismo” em uma tentativa velada de fazer loas aos tempos em que a Petrobrás era “defendida” pelo PT. Pois bem, o governo petista do qual Flávio Dino fez parte como presidente da EMBRATUR endividou a Petrobrás em MEIO TRILHÃO de reais.

Dívida da Petrobras alcançou níveis inacreditáveis com modelo de gestão defendido por Flávio Dino

Apenas a aventura da refinaria Premium de Bacabeira, tão bem lembrada pelos maranhenses, custou aos cofres da empresa um prejuízo de TRÊS BILHÕES de reais para fazer terraplanagem e tapear a população e arruinar várias pessoas que fizeram investimentos na cidade contando com a refinaria.

Entre 2014 e 2016 a empresa, ao sofrer os efeitos do modelo de gestão defendida por Flávio, teve prejuízos de 22 bilhões, 35bilhões e 15 bilhões. Um desastre inédito na história da companhia. Ao ser assumida pelos “entreguistas”, o prejuízo caiu para 400 milhões em 2017 e voltou ater lucro em 2018, alcançando 25 bilhões de lucro. No primeiro semestre de 2019 a estimativa de lucro chegou a quase 40 bilhões.

Esses são números sobre a empresa que o governador NUNCA irá colocar em suas redes sociais.

Em relação à capacidade de investimentos do setor privado, a ignorância beira o absurdo e flerta com o cinismo. Falar uma asneira dessas justamente no período em que o setor privado promove quebras de recordes quase que diárias na Bolsa de São Paulo é de uma insensatez brutal. Em relação a incapacidade de investimento e de melhoria da qualidade de vida da população, uma comparação simples revela a desonestidade dessa declaração. Basta comparar São Paulo, um estado em que a iniciativa privada pulsa forte, ao Maranhão, estado em que o empresariado é afugentado por grandes impostos e em que cabe ao estado a maioria dos investimentos. Esse exemplo simples serve de régua para medir a ignorância deste senhor.

Sobre o “fracasso” do megaleilão, para finalizar, cabem algumas pontuações que o governador, com absoluta certeza, não sabe: quem comprasse os poços iria ter que ser obrigado a manter a operação com a Petrobrás. O Pré-Sal foi vislumbrado por Lula e pelo PT como a porta de entrada para o Mega-Petrolão.

Quem fizesse a aquisição de algum dos poços iria ter que, obrigatoriamente, ficar sujeito à Petrobrás.

Como um investidor em sã consciência vai comprar uma “mina” e não poder decidir quem vai operar o empreendimento? Principalmente se essa empresa for a Petrobras com seu passado recente de corrupção e desvios bilionários?

O modelo adotado pelo atual governo que engessou o megaleilão foi herdado pela gestão do PT. O regime de partilha foi criado por Lula, um modelo que exigia valores de entrada elevadíssimos e abria portas para a corrupção que tanto massacrou a empresa. Isso aconteceu porque no Brasil ainda se tem uma visão fiscalista de curto prazo, buscando arrecadar o máximo de recursos no menor espaço de tempo. Uma situação incomoda para quem pretende investir.

A exigência da Petrobras pelos investimentos feitos anteriormente por ela também foi considerada alta demais, o que gerou incerteza sobre como se daria as negociações posteriormente com a estatal e afastou muitos estrangeiros do leilão.

O leilão de quatro blocos deveria levar a uma arrecadação de até R$ 106,56 bilhões. Antes de tomar conhecimento das “regras” com clareza, mais de uma dezena de empresas se habilitaram participar do certame.

No bloco mais caro, de Búzios, foram pagos R$ 68,194 bilhões pela Petrobras. A petroleira brasileira entrou com uma fatia de 90%, em consórcio com as estatais chinesas Cnodc e Cnooc. Participação muito acima da mínima de 30% que ela havia apontado incialmente.

Segundo Flávio Dino, o protagonismo da Petrobras deve ser festejado. Pois bem, ontem o protagonismo da empresa no megaleilão fez a empresa ter baixa de até 5% em suas ações. Por que? Pelo simples fato dos acionistas da empresa entenderem que o valor pago pela empresa foi alto demais e que causará endividamento da empresa.

Mesmo tendo um furo de 30%, o leilão foi o maior da história. Longe de ser um “fracasso”.

A situação fiscal caótica do Maranhão já deixou claro que Flávio Dino não sabe nada sobre administração e finanças. Já o comentário sobre o megaleilão também mostra que o governador tem conhecimento semelhante ao de uma criança de 6 anos quando o assunto é Petrobras e mercado.