Posição da senadora Eliziane Gama (Cidadania) contrasta com silêncio da classe política maranhense em relação ao caso

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) é, até agora, a única representante do Maranhão no Senado que já subscreveu a PEC 5/2019, que altera a legislação sobre a prisão em segunda instância.

A proposta, de autoria do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), insere o inciso XVI no art. 93 da Constituição Federal para permitir a possibilidade de execução provisória da pena, após a condenação por órgão colegiado.

Os senadores Roberto Rocha (PSDB) e Weverton Rocha (PDT) não assinaram.

A PEC tem como relatora na comissão a senadora Juíza Selma (Podemos-MT), que deu parecer favorável à aprovação do texto. Em seu relatório, a senadora explicou que a proposta é simples, definindo que a “decisão condenatória proferida por órgãos colegiados deve ser executada imediatamente, independentemente do cabimento de eventuais recursos”. E ressaltou que a PEC não viola qualquer cláusula pétrea.

“O próprio STF já decidiu que a qualificação de uma norma como cláusula pétrea não significa que seja ela intocável: protege apenas seu núcleo essencial, seu âmago, sua essência (STF, Pleno, ADI nº 2.024/DF)”, explica a relatora no documento.

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS), anunciou que vai incluir a proposta na pauta da próxima reunião da comissão.