Dias Toffoli conduziu processo em 2014 que resultou na reeleição de Dilma. Assim como na Bolívia, processo ficou “oculto’ por algumas horas

O conturbado processo eleitoral da Bolívia, que culminou com a renúncia do presidente Evo Morales, possui algumas semelhanças com o pleito realizado no Brasil em 2014. Além de serem eleições realizadas em sistema semelhantes, as apurações das duas eleições também passaram horas ocultas do eleitorado.

Na Bolívia o processo foi considerado fraudado pela Organização dos Estados Americanos (OEA). A entidade divulgou relatório preliminar apontando irregularidades no pleito de outubro. As suspeitas desencadearam a prisão da presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia, Maria Eugenia Choque Quispe. Ela foi presa após renunciar ao cargo.

Maria Eugenia Choque Quispe foi presa por suspeitas de fraude na eleição boliviana

A De acordo com o documento publicado pela organização, “é pouco provável”, que Morales tenha obtido, já no primeiro turno, o número de votos necessários para sua reeleição no pleito ocorrido em 20 de outubro.

A apuração dos votos foi paralisada por 20h e só após esse tempo o resultado foi divulgado. A fraude no sistema eletrônico foi questionada pela OEA. “As manipulações do sistema de informática são de um nível tão alto que necessitam de uma investigação mais aprofundada por parte do Estado boliviano, que deve determinar responsabilidades nesse caso grave”, afirmou comunicado da entidade.

O caso Brasil

Em 2014, após a votação, Dilma Russeff iniciou a apuração atrás de Aécio Neves. Em um processo restrito a pouco mais de 20 pessoas por várias horas, Dilma ultrapassou Aécio Neves e acabou vencendo a eleição. Na época o Tribunal Superior Eleitoral Brasileiro era comandado por Dias Toffoli, que sofreu várias críticas pela condução do processo.