Dias Toffoli, só porque usa toga e preside outros 10 caras togados como ele, se acha no direito de invadir a privacidade de 600.000 brasileiros sem que haja nenhum processo instaurado, nenhum caso concreto estabelecido, que justificasse isso.

Mesmo que houvesse algum caso concreto, o que faz um ministro do STF se imiscuir onde certamente não é chamado? Investigar os fatos não é competência dessa instância que de tão olímpica fica a anos-luz da realidade.

Quando a discussão do COAF se iniciou, eu dizia que o COAF deveria ser extinto. Muitos disseram que o COAF é um instrumento para o combate à corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha.

Pois eu penso o exato oposto. COAFs, agências governamentais, regulações e tributação, violências contra indivíduos inocentes e pacíficos necessárias para manter o estado policialesco, controlador e dirigista que temos, o estado que produz reservas de mercado para traficantes de drogas, cambistas, doleiros, contrabandistas, agiotas, lobistas, sindicatos e empresários corporativistas, são causas dos nossos problemas e não solução para eles.

Uma das coisas mais perversas que Fernando Collor de Mello produziu foi o fim do anonimato. O caçador de marajás de mentirinha acabou com os títulos ao portador para ter toda a população ao alcance do seu histórico confisco.

Títulos ao portador podem ser refúgio de gente que ganhou dinheiro por meios escusos, mas também era uma maneira de quem fez dinheiro honestamente se proteger das garras insaciáveis do governo.

O novo Darth Vader da política brasileira, o homem da capa preta, usa o lado negro da força para intimar seus pares a soltarem condenados pela justiça só para libertarem dois crápulas, Lula e Zé Dirceu.

Para que alguém ligado à dupla petista ia querer ter acesso às informações de tanta gente rica?

Para coisa boa, certamente não é.