Operação Faz de Conta no encalço de institutos que podem ter desviado cerca de R$ 2 milhões dos cofres públicos.

Uma grande operação policial envolvendo vários órgãos de combate à corrupção deflagrada na manhã desta terça (05) está no encalço de um suposto esquema de desvio de emendas que envolve vereadores da capital maranhense.

De acordo com o Ministério Público, institutos teriam utilizados para roubar dinheiro público mediante a celebração de convênios junto a Secretarias Municipais de São Luís, com aplicação de recursos de emendas parlamentares da Câmara de São Luís. Os institutos utilizavam atestados de existência e regular funcionamento, concedido por vereadores, para concretizar os desvios.

Participaram das investigações o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), Ministério Público do Maranhão, e as superintendências de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) e de Polícia Civil da Capital (SPCC), da Polícia Civil do Maranhão.

Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária, em decisão proferida pela 1ª Vara Criminal de São Luís, exclusiva para processamento e julgamento de crimes cometidos sob o contexto de organização criminosa.

Foram alvos o Instituto Social Renascer e Instituto Periferia, e seus responsáveis legais, Izadora Pestana Rocha e Márcio Rogério Leonardi; os contadores Ney Almeida Duarte, Paulo Roberto Barros Gomes e Neuber Dias Ferreira Júnior e seus respectivos escritórios de contabilidade; e o despachante Márcio Jorge Berredo Barbosa.

Segundo o Portal da Transparência da Prefeitura de São Luís, oito vereadores destinaram quase R$ 2 milhões aos institutos investigados. Francisco Chaguinhas (PP), Raimundo Penha (PDT), Josué Pinheiro (PSDB), Paulo Victor (PTC), Joãozinho Freitas (PTB), Aldir Júnior (PL) e Ricardo Diniz (PRTB).