Após sete anos de silêncio e às vésperas da eleição, Yglesio resolveu atacar gestão municicpal

Após sete anos de um profundo silêncio, e em algumas ocasiões muitos elogios, o deputado estadual Yglesio Moyses (PDT) resolveu atacar a gestão de Edivaldo Holanda Jr e o próprio partido na gestão de São Luís.

Yglesio não poupou críticas à política de mobilidade urbana tocada na cidade. Como alternativa ao que se tem hoje, o deputado apelou a um chavão vazio e afirmou que a política de mobilidade urbana consiste em “pensar “pensar a cidade de modo que o cidadão consiga chegar em (SIC) seu trabalho, em (SIC) sua casa”. Há quem veja em uma frase genérica dessas o cerne de um grandioso projeto para o trânsito e o transporte de São Luís. Só que não…

Em seu artigo o deputado, que como experiência no executivo possui uma passagem conturbada e rápida pelo Socorrão I que lhe rendeu processos, “silenciar neste momento não é opção”.

Na ânsia de atacar a gestão para se promover, o deputado sequer faz questão de ocultar a verdadeira razão de sua mudança de opinião em relação ao prefeito Edivaldo Holanda Jr e sua gestão: o momento é de pré-candidatura e Yglesio, de olho na “oportunidade”.

No artigo também é visível a tentativa de usurpação do discurso do deputado estadual Adriano Sarney (PV). Adriano, faz alguns meses, costuma falar em suas entrevistas que São Luís parou no tempo ao ser governada pelo mesmo grupo político nos últimos 30 anos. Yglesio se apodera do discurso e tenta imitá-lo passando-se por insatisfeito.

No ponto alto do artigo, talvez a única coisa de substanciosa, é a defesa dos empresários de ônibus de São Luís. Yglesio tem a audácia de colocar o Sindicato das Empresas de Transporte como vítima do prefeito Edivaldo.

O fato é que no pessimamente escrito artigo do deputado Yglesio não há nenhuma proposta ou novidade. Trata-se apenas de uma peça cunhada no fogo da ingratidão, deslealdade e oportunismo político em véspera de eleição.