“Eu peço desculpa a quem porventura tenha entendido que eu estou estudando o retorno do AI-5 ou achou que o governo estuda qualquer maneira nesse sentido”, disse Eduardo.

Criticado por todos os setores da sociedade civil por ter sugerido a volta do AI-5, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi à televisão aberta explicar a sua declaração. Em entrevista ao programa Datena, ele garantiu que nem ele nem o governo estudam o retorno do decreto que marcou a “época de chumbo” da ditadura militar brasileira e acusou a oposição de ter deturpado a sua fala.

“Eu peço desculpa a quem porventura tenha entendido que eu estou estudando o retorno do AI-5 ou achou que o governo estuda qualquer maneira nesse sentido. Essa possibilidade não existe. É uma interpretação deturpada do que falei. Só citei o AI-5, não falei que ia voltar. Não existe retorno do AI-5”, afirmou o deputado, depois de ser questionado pelo apresentador se ele estava ali se explicando para pedir desculpa pela declaração sobre o AI-5, como o seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, sugeriu que fizesse.

Dizendo que o filho era independente, Jair Bolsonaro lamentou a declaração de Eduardo Bolsonaro sobre o AI-5 ao falar com jornalistas e também em entrevista ao programa de Datena. “Quem quer que seja que fale em AI-5 está sonhando”, afirmou.

Logo depois, Eduardo Bolsonaro foi, então, confirmar que a volta da ditadura não estava em estudo pelo governo. Ele disse que foi eleito democraticamente e, por isso, não tem interesse no golpe. “Não é agora que vou radicalizar. Isso é desinteressante para mim. Mas certamente a oposição vai usar essa fala para me taxar de ditador”, disse o deputado.

O terceiro filho de Bolsonaro admitiu, por sua vez, que vê como terrorismo atos como os protestos que acontecem no Chile e no Uruguai – manifestações que, segundo ele, a esquerda quer trazer para o Brasil. Por isso, prometeu lutar para ampliar as penas de prisão impostas a atos como queima de ônibus e depredação do patrimônio público. E ele prometeu fazer isso dentro do seu papel de deputado federal, sem influenciar no governo ou usar mecanismos autoritários. “Sou um deputado federal. O que posso fazer é por projeto de lei, impondo penas mais duras, por exemplo”, afirmou.